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sexta-feira, 31 de outubro de 2014 Novela, Pitaco | 21:26

“Geração Brasil”: faltou calcular a dose exata de “modernidade”

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Jonas Marra, cadê a dancinha? Crédito: Divulgação/Globo

Jonas Marra, cadê a dancinha? Crédito: Divulgação/Globo

Depois do fenômeno “Cheias de Charme”, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira voltaram para a faixa das 19h da Globo tomados por uma expectativa imensa. Partia da crítica e também do público ver “Geração Brasil”, escrita pelos autores, guiar a audiência e cair na boca do povo assim como foi a novela das empreguetes, exibida em 2012. Não foi bem isso que aconteceu. Nesta sexta-feira (31), a trama chegou ao último capítulo sem tanto barulho – o que não quer dizer, exatamente, algo negativo. Quer ver?

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Não é sempre que a flecha acerta em cheio o alvo. “Geração” é um belo exemplo disso. Mas as jogadas ao longo dos meses no ar foram ensaiadas, coerentes e bonitas. Para começar, a novela foi sim prejudicada na época da Copa do Mundo, quando ficou uma semana sem exibição por conta dos jogos no mesmo horário. O intervalo foi um soluço, um tropeço no exercício que o público fazia para se apegar à história de Jonas Marra (Murilo Benício), o gênio da tecnologia.

Depois disso, para reorganizar a casa foi difícil. Tinha muito jogador para pouco campo. As traminhas nanicas e desinteressantes atrapalharam o desenrolar da novela, e o tão criticado sotaque americano nas personagens de Megan (Isabelle Drummond) e Pamela (Claudia Abreu) também. Outro erro de comunicação entre produto e telespectador foi o próprio tema. Falar de tecnologia é difícil quando seu público flutua entre diversas idades. Expressões modernas, como “startup”, pipocavam no texto e se faziam necessárias ali. Mas foram elas também que criaram uma espécie de barreira. Enfim, faltou em “Geração” saber calcular a dose exata do “novo”, e ainda aquele fator misterioso que emociona, que prende, que empolga e que nos faz querer esperar o dia seguinte para ver a próxima cena.

Justiça seja feita, por outro lado, Filipe e Izabel nos brindaram com surpresas incríveis. Dorothy entra no currículo de Luís Miranda como o personagem mais divertido, completo e libertador. A atuação do ator baiano foi impecável, assim como Claudia e sua Pamela, Taís Araújo e sua Verônica (e também sua divertida Veruska, no último capítulo!), Leandro Hassum e o hilário Barata, e também Murilo e seu dúbio Jonas Marra (a gente continua amando a dancinha da Parker TV).

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Nesta sexta, uma das cenas mais lindas foi a de Brian (Lázaro Ramos) abençoando a caçula de Jonas e Verônica. Lázaro e Taís, que são casado na vida real e esperam uma menina, se emocionaram em cena – e a gente jura que não estava no roteiro 😉 Para terminar, um salve para a tropa “teen” que segurou a onda muito bem: Humberto Carrão, Chandelly Braz, Isabelle e, entrando nos 45 do segundo tempo, Dudu Azevedo. E chega mais, “Alto Astral”!

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